1974

Preço sob consulta

Destaques

– Modelo que herda a mecânica do Carrera RS 2.7
– Um dos apenas 1011 exemplares coupé produzidos
– Nacional
– Apenas dois proprietários desde novo
– Nunca restaurado e em muito bom estado
– Certificado de autenticidade Porsche
– Caixa e motor originais em excelente estado

Equipamento e especificação

– Interior em pele
– 058 Amortecedores de impacto
– 220 Diferencial autoblocante
– 402 Amortecedores Koni
– 452 Radio Blaupunkt
– 473 Spoiler traseiro (Whale Tail)
– 568 Vidros escurecidos
– 650 Tecto de abrir

Inclui saco com ferramenta, compressor, roda suplente, manuais e chaves originais.

Condição

Extremamente raro nesta condição de originalidade.

Carroçaria, mecânica e interiores em excelente estado. Foi vendido novo em Portugal, pertencendo ao mesmo proprietário há 25 anos (segundo proprietário).

Investimento seguro num clássico muito utilizável, com prestações notáveis (mesmo para os standards actuais), uma sonoridade única e potencial de valorização.

Descrição e história

O ano de 1974, foi aquele em que o 911 recebeu os “impact bumpers”, ou seja, pára-choques plásticos com o “harmónio” de amortecimento de impactos exigido nos EUA.

A chegada do novo modelo marcava também o fim do venerado Carrera 2.7 RS, ao cabo de 1590 unidades produzidas. Com o mesmo bloco nasceria o 911 2.7, destinado a ocupar o lugar dos  911T e 911S. Equipado com injecção Bosch K-Jetronic, cumpria as normas anti-poluição do mercado americano mas sacrificava a potência que era agora de apenas 150cv na versão normal e 175cv na versão S.

No entanto, para os mais entusiásticos e abastados que não haviam conseguido deitar a mão a um dos RS, a Porsche lançou em simultâneo um outro 2.7. Este usava o motor 911/83, equipado com injecção mecânica Bosch, ou seja, precisamente a mesma unidade que equipava os Carrera RS. Este viria a ser o último 911 de injecção mecânica. Depois dele, essa solução apenas seria aplicada em modelos de competição, nomeadamente o 934 Turbo de Gr. 4, o 935 nas suas várias versões e as 20 unidades do 911 SC/RS concebidas para competir em ralis, no Gr. B. 

Apelidado de Carrera MFI (acrónimo de “Mechanical Fuel Injection”), o modelo foi fabricado apenas entre 74 e 77, num total de 1633 unidades do coupé – um valor pouco superior aos 1590 RS produzidos – ao qual se soma 631 unidades Targa. A raridade e o aspecto insuspeito mantiveram o Carrera 2.7 fora dos radares dos coleccionadores durante décadas, mas com os RS a atingirem cotações estratosféricas (na ordem dos 600.000€), a procura deste modelo disparou, com o valor a acompanhar. 

As semelhanças técnicas justificam plenamente o preço dos MFI. Os 210cv deslocam 1075kg, peso praticamente igual ao de um RS Touring, apesar da estrutura do chassis ter sido reforçada, por questões de rigidez e segurança. Toda a geometria de suspensão é semelhante e apenas os braços traseiros foram substituídos por outros, também reforçados. 

Os MFI são difíceis de distinguir de outro 911 contemporâneo, especialmente porque a configuração estética era muito variável: com aros de farol e janelas polidos ou anodizados, sem asa, com asa “ducktail” (igual à do RS) ou com asa “whale tail” (parecida com a do 3.0 Turbo). As jantes poderiam ser as tradicionais Fuchs ou então BBS. 

Este Carrera 2.7 MFi é um exemplar nacional, “matching numbers”, com cerca de 100.000km. Nunca foi restaurado ou pintado, mas encontra-se numa condição extraordinária.

Ao toque da chave o motor não roda… salta! A forma como se inicia a explosão é muito repentina. O tom rouco é comum a outros boxer de seis cilindros, mas o timbre é mais agudo e o ralenti um pouco mais nervoso. A sensação de falta de inércia dos elementos internos do motor é verdadeiramente desconcertante e é resultado da utilização dos melhores materiais usados em competição: os cilindros são revestidos a Nikasil – um material que aumenta a resistência do metal, ao mesmo tempo que reduz drasticamente o atrito – enquanto a cambota é feita em magnésio, contribuindo para uma redução drástica do peso total dos órgãos móveis. Mesmo na marca de Estugarda, só os modelos mais especiais têm motores com este nível de nobreza técnica.

O Carrera 2.7 retira a potência máxima às 6.300rpm e o binário máximo de 255Nm só chega às 5.100rpm. O red-line começa às 7200rpm, mais 1000rpm do que num Carrera 3.2.

Comprado novo em Portugal e entregue ao primeiro proprietário exactamente com a especificação visível nas fotos, este é um modelo muito exclusivo, emocionante de conduzir e, no entanto, muito utilizável e robusto.

MOTOR
6 CILINDROS OPOSTOS
CILINDRADA
2687 CC
POTÊNCIA
210 CV
COR
PRETO
INTERIOR
PRETO EM PELE
TRANSMISSÃO
TRASEIRA
ESTADO
ORIGINAL
LOCALIZAÇÃO
PORTO – PORTUGAL

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